GMPIS PARTICIPA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2021

Entre os dias 23 e 31 de Janeiro de 2021 realizou-se, de forma totalmente virtual, o 20º Fórum Social Mundial. Este é um encontro anual internacional articulado por movimentos sociais, ONGs e pela sociedade civil para discutir e lutar contra o neoliberalismo, o imperialismo e, sobretudo, contra desigualdades sociais provocadas pela globalização. É caracterizado por ser não governamental e apartidário, apesar de alguns partidos e correntes partidárias participarem activamente dos debates e discussões.

A activista social e conselheira do GMPIS Carlota Inhamussoa representou Moçambique participando, no dia 28, do workshop intitulado Feminismos e dissidências sexuais no FSM: 20 anos caminhando entre avanços, nós e resistências. Uma chamada para pensar em um Fórum mais justo e inclusivo, promovido pelas organizações DAWN (Development Alternatives With Women for a New Era), AWID (Association for Women’s Rights in Development), AFM (Associação Feminista Mercosur), REPEM (Red de Educación Popular entre Mujeres), REAS (Red de Econonías Alternativa y Solidaria), SOS Corpo, entre outras.

Na sua apresentação, Carlota começou por descrever o GMPIS como um espaço aberto de debate de temas da vida quotidiana das mulheres, que se constitui como uma rede que envolve várias organizações de mulheres de base comunitária e activistas individuais. A sua missão passa pela acção para a transformação das relações de género e por trazer ao público as vozes das mulheres, assim como realizar acções de advocacia para alcance dos seus direitos.

A força do GMPIS, explicou Carlota, reside no fortalecimento da solidariedade entre mulheres e isso é feito através de debates em oficinas, onde se discutem os temas que constituem os problemas que limitam os direitos das mulheres, e na realização de acampamentos solidários, onde as mulheres trocam experiências de luta, reforçam as conexões das agendas de lutas e advocacia e traçam alternativas de superação e autonomia financeira (empoderamento económico).

Um dos temas mais actuais e preocupantes, não só para o GMPIS, mas para vários outros colectivos de mulheres, é o do militarismo. O GMPIS, como organização feminista, intervém através do tema MULHERES, PAZ E SEGURANCA. Contextualizando o histórico de conflitos políticos armados no país desde os primeiros anos de independência até ao mais recente conflito na província de Cabo Delgado, Carlota descreveu quais as acções que o Grupo desenvolve de forma a mitigar algumas das consequências destes conflitos nas mulheres, um dos grupos mais afectados.

Como mulheres, o Grupo tem fomentado a solidariedade para com as mulheres e raparigas que estão a perder os seus direitos de viver na terra onde nasceram, onde cultivam a terra e ganham a sua sobrevivência, sendo violentadas por uma guerra sem explicação. O que indigna o GMPIS é que, onde acontece esta guerra, onde as mulheres e as suas famílias são obrigadas a fugir, estão as empresas capitalistas, que exploraram os recursos naturais, empresas essas a quem a segurança nunca falta. As mineradoras continuam a funcionar, mas para as mulheres e para as suas famílias parece haver uma ausência de segurança.

Como forma de se solidarizar com as mulheres vítimas deste conflito, o GMPIS tem realizado acções de fortalecimento de competências sobre os direitos das mulheres em tempos de guerra, de ajuda na recuperação da autonomia financeira e de criação de sinergias para apoio psicossocial. Estão, também, a construir agendas para advogar sobre os direitos das mulheres em situações de conflitos armados, baseadas na resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Plano Nacional Mulheres, Paz e Segurança de Moçambique (2018-2022).

Para além disso, o GMPIS realiza oficinas de debates para alcance de conhecimento sobre os direitos e oportunidades das mulheres e acampamentos solidários, como parte do movimento da Marcha Mundial das Mulheres. Estes são espaços que as mulheres organizam para fortalecer os laços de solidariedade e de alianças para resistências, advocacia e construção de alternativas. São uma auto-organização das mulheres e possuem princípios que os regem, nomeadamente serem realizados num espaço da comunidade, não usar hotéis (as mulheres dormem juntas em tendas ou alojamento solidário), não usam catering (cozinham de forma tradicional) e as mulheres comparticipam a sua participação, por exemplo em viagens.

Campanha dos 16 dias de Activismo Contra a Violência de Género

(25 de Novembro – 10 de Dezembro)

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Arrancou dia 25 de Novembro a Campanha de 16 dias de Activismo contra a Violência Baseada no Género de 2020, que visa aumentar os esforços para amplificar as vozes das mulheres trabalhadoras na economia informal. Em Moçambique, assim como em todo o mundo, a pandemia do COVID-19 trouxe consigo novas tensões que criaram dificuldades acrescidas às mulheres deste sector.

#16Dias

#ACovidNaoNosDivide

#AllWorkMatters

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A pandemia do novo coronavírus tem afectado fortemente o sector informal onde, justamente, um grande número de mulheres encontra a sua forma de rendimento e sustento. Nestes #16diasdeativismo, vamos chamar a atenção para o respeito, cuidado e protecção que o sector informal precisa e merece.

#allworkmatters

#nomoremissingrights

#trabalhoinformaltambemetrabalho

#16dias

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As Mukheristas são um dos grupos económicos tradicionalmente mais vulneráveis e expostos a situações de violência, assédio ou abuso. A pandemia deste ano trouxe desafios ainda maiores. Felizmente, estas são mulheres criativas, resilientes e inovadoras que, de uma forma ou de outra, continuam a superar obstáculos e a avançar com os seus negócios.

E tu, também acreditas que todo o trabalho merece respeito?

#ACovidNaoNosDivide

#16diasdeativismo

#16dias

#allworkmatters

#nomoremissingrights

#16days #orangetheworld

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Encerramos a campanha falando do sector da educacão e de como as mulheres que nele trabalham, principalmente educadoras de infância, têm sido fortemente afectadas pela pandemia.

Que as reflexões, experiências e histórias partilhadas ao longo destes #16dias sirvam de inspiracão e aprendizagem para percebermos que, em vários sectores, são ainda muitas as mulheres sujeitas a assédio, abuso ou violência.

E isto tem que parar!

Respeito, direitos e oportunidades para tod@s!

#NoMoreMissingRights

#acovidnaonosdivide

#AllWorkMatters

#orangetheworld

#16diasdeativismo

#16days

DÁ INÍCIO A CAMPANHA DE 16 DIAS DE ACTIVISMO CONTRA A VIOLÊNCIA BASEADA NO GÉNERO DE 2020

Arranca esta Quarta-Feira a Campanha 16 dias de Activismo contra a Violência Baseada em Género de 2020, que visa aumentar os esforços para amplificar as vozes das mulheres trabalhadoras na economia informal. Em Moçambique, assim como em todo o mundo, a pandemia da COVID-19 trouxe consigo novas tensões que criaram dificuldades acrescidas às mulheres deste sector. MUVA, WVL Aliadas e parceiras convidam a tod@s para debater com Graça Samo, Erica Paiva e Jennifer Lhate. Junta-te a nós, esta Quarta-Feira, às 14h numa conversa live online, no Facebook MUVA e Youtube (MUVA Moz). Esperamos por ti!

#16Dias

#ACovidNaoNosDivide

#AllWorkMatters



>> Campanha 16 dias de Activismo (pdf)

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Lançamento da Plataforma digital “aliadasemmovimento”

Mozambican feminism oiê!

Aliadas em Movimento é o primeiro espaço virtual que combina feminismo moçambicano, inclusão, formação online e activismo digital! A plataforma foi desenhada pelo CESC e seus parceiros no âmbito do programa Women’s Voice & Leadership (WVL-ALIADAS), a fim de amplificar as vozes das mulheres moçambicanas e fortalecer a liderança de organizações de direitos das mulheres estabelecidas, grupos emergentes e informais, redes, e movimentos de mulheres.

Aliadas em Movimento is the first virtual space that combines Mozambican feminism, inclusion, online training, and digital activism! The platform was designed by CESC and its partners under the Women’s Voice & Leadership program (WVL-ALIADAS) in order to amplify the voices of Mozambican women and strengthen the leadership of established women’s rights organizations, emerging and informal groups, networks, and women’s movements.

20 ANOS DA RESOLUÇAO 1325

2020 marca o 20° aniversário da Resolução 1325 das Nações Unidas. A resolução reafirma a importância da promoção da igualdade de género em todas as fases dos processos de construção da paz e promoção da segurança.

Para a melhor implementação da Resolução 1325, Moçambique desenhou o seu Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança (2018-2022).

Gostaríamos assim, de ter uma conversa sobre o papel das mulheres no caminho para uma paz duradoura em Moçambique.

Junte-se a nós na sexta feira, 6 de Novembro a partir das 9h00 em directo aqui no Facebook da Fundação Friedrich Ebert e/ou no canal 1 TVM.

Até lá!

#resolucao1325 #pazesegurança

14º CONGRESSO MUNDO DE MULHERES REALIZA-SE NA CIDADE DE MAPUTO EM SETEMBRO DE 2021

O Congresso Mundos de Mulheres é um evento internacional e interdisciplinar que congrega mulheres e homens de diferentes áreas da academia e do activismo de todo o mundo. O seu objectivo principal é a criação de um espaço de debate amplo onde diversos actores reflectem e dialogam sobre as suas acções e experiências; questionam e (re)constroem paradigmas a partir de diferentes perspectivas.

O primeiro Congresso do Mundos de Mulheres realizou-se em 1981 em Israel, na Universidade de Haifa. O último foi em Florianópolis, Brasil, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em simultâneo com o 11º Fazendo Género. Em 2002 realizou-se o primeiro Mundos de Mulheres no continente Africano. Foi no Uganda, na Universidade de Kampala, com o tema Mundos Genderizados: Ganhos e Desafios e teve como principal oradora, a docente e investigadora feminista Amina Mama.

De início marcado para acontecer na cidade de Maputo em Setembro de 2020, o 14º Congresso Mundos de Mulheres teve que ser adiado devido à pandemia causada pelo COVID-19. Realizar-se-á, assim, em Setembro de 2021, no campus da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Com o tema FEMINISMOS AFRICANOS – CONSTRUINDO ALTERNATIVAS PARA AS MULHERES E PARA O MUNDO ATRAVÉS DE UM CORREDOR DE SABERES QUE CUIDA E RESISTE, o evento tem como princípio a organização colectiva e dialogada entre academia e movimentos nacionais e internacionais – que o próprio processo seja de aprendizados e diálogos entre as diferenças. Será um espaço de incentivar a recriar novas formas organizativas, novos valores académicos, novas relações com a sociedade.

O seu objectivo é a criação de um espaço de debate amplo onde diversos actores reflectem e dialogam sobre as suas pesquisas, acções e experiências; questionam e (re)constroem paradigmas a partir de diferentes perspectivas e territórios.

Os Eixos de Questionamento que guiarão o evento são os seguintes:

Teoria & Prática: Que conceitos, representações e práxis constroem ou desconstroem as relações de poder patriarcais, coloniais, capitalistas e racistas na academia, nas ruas e nas acções do movimento?

Metodologias acadêmicas e metodologias dos movimentos de mulheres: É um imperativo urgente desconstruir o conhecimento patriarcal, colonial, racista e capitalista. Será que o estudo do Sul permanece um fetiche exótico Ocidental? Até que ponto se mantém a dominação colonial ao nível da ciência e da academia? Está a produção acadêmica Ocidental a ouvir e a atribuir o mesmo valor e relevância epistemológica aos saberes africanos como aos que são produzidos no Norte Global? Qual o papel e o lugar das mulheres africanas nas academias africanas e ocidentais? As mulheres africanas, ativistas e acadêmicas, devem ser sujeitos e não objetos do conhecimento? Como podem o saber e a acção dos movimentos de mulheres permear agendas e metodologias de pesquisa e transformar os paradigmas de conhecimentos patriarcais e coloniais?

Diálogos entre a academia e os movimentos de mulheres: Como se processa o diálogo entre a academia e os movimentos feministas e de mulheres? Os diálogos têm sido frutíferos? Têm potencial para uma transformação emancipatória cultural, social e política? Abordam de forma crítica as relações Norte-Sul e Sul-Sul no respeitante à cooperação e aos paradigmas de desenvolvimento e de ajuda ao desenvolvimento existentes? Questionam o papel do capitalismo, neoliberalismo e das relações geopolíticas na reprodução e reforço do patriarcado? Existem novas formas de colonização e de opressão patriarcal no mundo contemporâneo?

Movimentos de jovens feministas e seu protagonismo: A emergência de novos movimentos de mulheres jovens redefinem os feminismos: como questionam e desafiam conceitos, métodos e práticas? Quais as suas principais preocupações? Que alternativas inventam e experimentam? Como criam espaços seguros para as mulheres? Como resistem aos fundamentalismos e às tradições? Qual o papel do ativismo e do uso das tecnologias digitais e redes sociais? Como trabalham em estruturas informais? Como criticam estruturas e sistemas autocráticos e burocráticos? Como se relacionam com feministas de outras gerações? É possível a ação conjunta?



Para mais informações e actualizações sobre a realização deste congresso, confira:

Site: http://mm2021.uem.mz/

Facebook: https://www.facebook.com/MundoS-de-MulhereS-2021-l-Womens-World-2021-157540674801677

Instagram: https://www.instagram.com/mm2021_maputo/?hl=pt-br

GMPIS lança campanha de apoio às mulheres afectadas pelos conflitos no norte de Moçambique

“Mulheres unidas pela dignidade e paz em Cabo Delgado!”

 Vozes das mulheres pelo fim dos conflitos armados em Moçambique

Cara/os amigues,

Nem bem se passou um ano do Ciclones IDAI e Kenneth, e as mulheres moçambicanas se deparam com outra situação dramática: conflitos armados ao norte do país, na região de Cabo Delgado, estão fazendo muitas vítimas entre a sociedade, provocando uma leva de migração interna para reconstruir suas vidas em condições de muita vulnerabilidade social.

Diante dessa situação, o GMPIS retoma o lema Mexeu com uma, mexeu com todas! para mobilizar a solidariedade internacional e apoio às companheiras do norte do país, que precisam reconstruir suas vidas junto às suas famílias.

Em que contexto se dão os conflitos armados em Cabo Delgado?

Há três anos, a população da Província de Cabo Delgado, em Moçambique, vem sendo alvo de conflitos armados entre insurgentes e as forças de segurança do país. Mais de mil pessoas, a maioria civis, já morreram em consequência desses conflitos que têm sido marcados por requintes de crueldade. Pelo menos 250 mil pessoas já fugiram da região, parte delas, encontra-se vivendo de modo precário e sem acesso a serviços básicos em acampamentos de abrigamento, com o apoio de organizações humanitárias e ONGs.

Pesquisa na imprensa revela que pouco se sabe do perfil desses grupos insurgentes ou de suas motivações, a não ser que guardam algum tipo de vínculo com o Estado Islâmico, que já reivindicou autoria de alguns dos atentados feitos na região. Segundo o semanário The Continent, em 2020 os ataques voltaram a ser realizados com armamento sofisticado, artilharia pesada e drones. Além disso, situa-se na região uma das maiores jazidas mundiais não explorada de gás, o atraindo a presença de grandes corporações do setor e suas inúmeras seguranças privadas. Há três anos, portanto, nesta terra só a pólvora existe em abundância.

O que se passa com as mulheres neste conflito?

As mulheres e raparigas, cansadas de ver suas casas serem destruídas pelos insurgentes, seus parentes serem mortos, seus corpos tornarem-se objeto de alívio sexual para os homens em guerra e suas filhas, irmãs, primas e amigas serem raptadas e abusadas sexualmente, se viram forçadas a abandonar a terra onde viviam e produziam alimentos para subsistência de sua família. Hoje, vivem em acolhimentos, sem o mínimo necessário. A situação torna-se ainda mais complexa em tempos de pandemia de Coronavirus-19, que coloca em risco, principalmente, as populações que vivem em situação de vulnerabilidade social.

No último dia 13 de setembro, à beira da estrada R368 que liga Cabo Delgado à Tanzânia, Paulina Chitai, de 48 anos, foi estuprada, espancada e assassinada com 36 tiros de Kalashnikov nas costas, depois que seu filho Moises Mtupa, de 12 anos foi morto a pauladas. Nós a chamamos Nthuwa, que significa Flor em sua língua materna. Se a vida de Nthuwa lhe foi arrancada, que floresçam outras tantas Nthuwas como símbolo da força e resistência das mulheres.

É com o espírito da resistência e de fazer florescer a vida onde lhes seja possível, que as mulheres fogem da guerra e procuram um lugar seguro para aliviar o sofrimento, retomar seus sonhos, seguir adiante na construção de uma vida digna, saudável e em paz. Assim, o GMPIS – Grupo de Mulheres de Partilha de Ideias solidariza-se e dá as mãos às mulheres em Cabo Delgado para ajudá-las a reconstruir suas vidas.

Qual é a proposta do GMPIS?

O GMPIS pretende atuar em duas frentes: ações emergenciais de curto prazo e ações estruturantes mais duradouras. As ações emergencias serão focadas na compra de produtos básicos para as mulheres refugiadas, como alimentos, roupas, capulanas, esteiras e máscaras de proteção ao COVID19. Pensando no futuro imediato e no longo prazo, as mulheres receberão pequenos financiamento que lhes permita iniciar um processo de empoderamento económico e, aos poucos, recuperar a sua autonomia financeira.

Quem é o Grupo de Mulheres de Partilha de Ideias de Sofala (GMPIS)?

O Grupo de Mulheres de Partilha de Ideias (GMPIS) é um espaço de partilha de ideias e solidariedade entre mulheres, articulando-se de forma temática e em redes de mulheres. Fundado em maio de 2014 na cidade da Beira, localizada na Província de Sofala, em Moçambique, hoje o GMPIS conta com mais de 30 organizações e grupos membros e várias activistas autónomas que actuam nas Provincias de Sofala, Maputo, Gaza e Inhambane, mantendo-se aberto a todas as mulheres interessadas em construir reflexões e ações conjuntas. O núcleo mais recente foi criado em Setembro, durante visita do GMPIS à região. Formado por activistas em Pemba, capital da Província de Cabo Delgado, esse núcleo vai desempenhar um papel estratégico na distribuição de doações às mulheres afectadas.

Como funcionará a administração dos fundos?

Os fundos serão recebidos por uma organização membro do GMPIS, a ANACHE – Associação de Natureza e as Amigos de Cheringoma, e a utilização dos mesmos será decidida pela coordenação colegiada em colaboração com o núcleo do GMPIS em Pemba. O GMPIS trabalha na base do ativismo feminista e 100% dos recursos irão beneficiar as mulheres em Cabo Delgado.

Por razões administrativas, a conta do GoFundMe (GFM) foi criada por uma activista do GMPIS e as doações serão transferidas para a conta dela, que os encaminhará para a conta da ANACHE, já que no GFM não é possível fazer transferência directas para Moçambique.

Para garantir transparência ao processo, atualizações frequentes sobre o uso das doações e as prestações de conta serão publicadas no site do GFM e na nossa página de facebook https://www.facebook.com/gmpis.sofala


Para aceder à campanha, clique aqui:

http://gf.me/u/y2kj3n


Informações adicionais sobre a situação em Cabo Delgado podem ser obtidas nestes links:

15/09/2020:
 https://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-governo-procura-n%C3%BAcleo-de-prepara%C3%A7%C3%A3o-de-v%C3%ADdeos-contra-as-fds/a-54938992

16/09/2020:
 https://www.dw.com/pt-002/cabo-delgado-guerra-%C3%A9-causada-pela-falta-de-partilha-de-recursos/a-54947200

https://www.dw.com/pt-002/amnistia-internacional-execu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-prova-de-viola%C3%A7%C3%B5es-das-for%C3%A7as-armadas-mo%C3%A7ambicanas/a-54942197

17/09/2020:
https://www.dw.com/pt-002/assassinatos-em-cabo-delgado-renamo-pede-comiss%C3%A3o-de-inqu%C3%A9rito-mas-frelimo-recusa/a-54965291
https://www.dw.com/en/mozambique-condemns-horrifying-execution-of-naked-woman/a-54929695

SOU NTAVASE: Fui violada e exijo justiça

Foi lida hoje (dia 27) a sentença do caso Ntavase, a menina de 10 anos violada por um adulto de 36 anos. A justiça foi feita para Ntavase. 24 anos de prisão maior e multa de 150 mil meticais de indemnização é a sentença dada ao violador.

#exijocuidados
#exijojustiça
#stopviolenciadegenero
#StopFeminicidio
#geracaoigualidade
#ASCHA
#WLSAMoçambique
#ROSC

Para saber mais sobre a campanha, veja:

https://aliadasemmovimento.org/site/?p=2567

https://www.facebook.com/aschamz/videos/3935514133130520

https://www.facebook.com/aschamz/videos/347103709746875


Tribunal

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Campanha

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OPHENTA REALIZA ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO E DISTRIBUI MATERIAL DE PREVENÇÃO AO COVID-19

No âmbito da campanha Mulheres ComVida, a Ophenta realizou dia 21 de Julho, no mercado de Mutava Rex e na sede do Posto Administrativo de Namicopo, uma campanha de sensibilização sobre prevenção e combate à violência baseada no género (VBG). A organização também distribuiu material de informação e prevenção ao COVID-19, como é o caso da cartilha das 25 preocupações das mulheres. O grupo alvo desta acção foram as mulheres praticantes de comércio informal.

A Ophenta pretende contribuir para melhorar a condição de vida das vítimas de VBG através da consciencialização sobre os direitos humanos das mulheres no contexto da pandemia do COVID-19. irá fazê-lo através da produção e publicação/divulgação de spots radiofónicos e material audiovisual com mensagens de prevenção à VBG e COVID-19. Também irá realizar diálogos comunitários e distribuição de kits de prevenção para assim contribuir para uma maior segurança das mulheres e raparigas a nível das suas famílias.

Local de implementação: Cidade de Nampula

Beneficiárias: Mulheres e raparigas

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Women’s Voice and Leadership ALIADAS ( WVL - ALIADAS)
Av. Julius Nyerere, N.º 258 Maputo, Moçambique      CP 4669

(+258) 21 48 75 52 (+258) 21 48 75 65

(+258) 84 51 08 505 (+258) 82 47 08 431

e-mail: info@aliadas.org


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